Mostrando postagens com marcador Peixes de Água Salgada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Peixes de Água Salgada. Mostrar todas as postagens

Xaréu



Nome Popular: Xaréu/Crevalle Jack
Nome Científico: Caranx hippos
Família: Carangidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição
Peixe de escamas; corpo ovalado e comprimido; cabeça volumosa e alta; focinho arredondado; olhos relativamente grandes; nadadeira peitoral longa, ultrapassando a origem da nadadeira anal. A linha lateral é muito curvada apresentando carenas no final (as escamas da linha lateral são modificadas em escudos). O pedúnculo caudal é muito fino com duas quilhas. A coloração é azulada no dorso, os flancos são prateados com nuances douradas e o ventre amarelado. Possui uma mancha preta na nadadeira peitoral e outra no opérculo. Os indivíduos jovens possuem cinco faixas verticais escuras no corpo e uma na cabeça. Alcança mais de 1m de comprimento total e cerca de 25kg.

Ecologia
Espécie oceânica que pode tolerar uma ampla variação de salinidade. Ocorre nas proximidades dos recifes de corais, em águas costeiras, como portos e baías protegidas, e em águas salobras, na foz e subindo os rios costeiros. Vive geralmente em pequenos cardumes, porém grandes cardumes podem ser vistos na época em que fazem migrações reprodutivas, de novembro a janeiro. É um predador voraz, que consome preferencialmente pequenos peixes, como paratis e tainha, assim como camarões e outros invertebrados. Peixe importante na pesca esportiva e comercial.

Equipamentos
Equipamento do tipo médio; varas de ação rápida; linhas de 10 a 25 lb.; e anzóis de n° 1/0 ao 6/0.

Iscas
Iscas naturais, como sardinhas, paratis e tainha, e artificiais, como jigs, metais jigs e plugs de superfície e meia água.

Dicas
A melhor forma de capturar esse peixe é no corrico, com iscas de sardinha e parati (vivos ou mortos). Quando o cardume está na superfície, usa-se plugs ou colheres. Quanto mais rápido a isca for recolhida, mais fácil o ataque. A briga pode durar mais de 1 hora.

Recorde
26.5 kg/ 58 lb 6 oz

Wahoo



Nome Popular: Wahoo, Cavala-wahoo/Wahoo
Nome Científico: Acanthocybium solandri
Família: Scombridae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá a Santa Catarina).

Descrição
Peixe de escamas; corpo alongado, fusiforme e um pouco comprimido; focinho longo e pontudo; mandíbula superior móvel e dentes grandes, fortes e comprimidos. Apresenta duas nadadeiras dorsais ligeiramente separadas e três quilhas no pedúnculo caudal. A coloração do dorso é brilhante, algumas vezes azul metálico, apresentando faixas verticais escuras no dorso e nos flancos, que podem se unir no ventre. Os indivíduos maiores nem sempre apresentam estas faixas. Alcança 2m de comprimento total e 80kg.

Ecologia
Espécie pelágica, que realiza migrações sazonais, sozinha ou em pequenos grupos de 2 a 6 indivíduos. Existem indicações de concentrações sazonais em algumas áreas do Pacífico e do Atlântico. É conhecido como um dos peixes mais rápidos do mar, atingindo velocidades acima de 80km/h. Alimenta-se de lulas e peixes pelágicos, incluindo atuns, peixes voadores, baiacus etc., já que poucos conseguem escapar. Vive ao redor de naufrágios e recifes, onde pequenos peixes podem ser encontrados, e também em alto mar. A carne é excelente mas não tem valor comercial, sendo raramente encontrada em mercados. É importante para a pesca esportiva oceânica.

Equipamentos
Equipamentos do tipo médio/pesado e pesado e linhas de 20 a 30 lb. A modalidade mais empregada na captura dessa espécie é o corrico.

Iscas
Capturado quase exclusivamente com iscas artificiais, como plugs de meia água, metal jig e lulas.

Dicas
Pescar de corrico ao redor de detritos na superfície ou próximo a estruturas submersas. Quase metade dos peixes fisgados consegue escapar.

Recorde
71,89 kg/158lb 8 oz

Vermelho-cioba



Nome Popular: Vermelho-cioba, Vermelho/ Snapper, mutton, gray e etc.
Nome Científico: Lutjanus spp.
Família: Lutjanidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Descrição
Várias espécies do gênero Lutjanus são conhecidas por vermelho ou cioba.O Lutjanus purpureus possui o corpo um pouco alto; conhecido no nordeste por pargo, é importante na pesca comercial. A coloração é vermelho brilhante no dorso e vermelho rosado no ventre; apresenta uma pequena mancha escura na parte superior da base das nadadeiras peitorais; as nadadeiras são vermelhas, sendo que a caudal apresenta a margem escura. Alcança 90cm de comprimento total e 10kg.
Lutjanus analis (vermelho cioba) possui o corpo com coloração verde oliva no dorso, que torna-se gradualmente vermelho em direção a barriga. Atinge 1m e pouco mais de 15kg. Uma mancha preta característica está presente nos flancos logo abaixo dos raios moles da nadadeira dorsal.
O Lutjanus jocu (vermelho siriúba, vermelho dentão cioba) possui a coloração do corpo cinza oliva, com a barriga avermelhada ou cor de cobre. Um par de caninos da mandíbula superior bastante grandes, visíveis mesmo quando o peixe está com a boca fechada. Atinge 130 cm e 28kg. Há ainda o dentão Lutjanus buccanella. Possui coloração vermelha com nadadeiras amareladas, com uma mancha preta na base das nadadeiras pélvicas. Atinge até 14kg.

Ecologia
Espécies costeiras que vivem em águas abertas e profundas, principalmente em locais com fundo de pedra e cascalho ao redor de ilhas, parcéis e formações de coral; os indivíduos jovens podem ser encontrados em águas mais rasas. Formam grandes cardumes, principalmente de peixes jovens; os adultos vivem sozinhos ou em pequenos grupos. No verão preferem as águas mais afastadas, e no inverno buscas áreas estuarinas. Alimentam-se de peixes, crustáceos e moluscos. Tem alto valor comercial, principalmente no Nordeste.

Equipamentos
Equipamento do tipo médio; linhas de 17 a 20 lb; e anzol de nº 2/0 a n° 4/0 para pesca de fundo. Indispensável o uso de líder, já que se entocam com freqüência.

Iscas
Iscas naturais, como lulas, camarões, sardinhas e moluscos. Jumping jigs, jigs e shads de pequeno porte também são eficientes.

Recorde
3,28 kg/7 lb 3 oz para o dentão Lutjanus buccanella
10,9 kg/24 lb 0 oz pra o vermelho dentão Lutjanus jocu
13,72 kg/30 lb 4 oz para o vermelho cioba Lutjanus analis

Ubarana



Nome Popular: Ubarana, Abarana/Ladyfish
Nome Científico: Elops saurus
Família: Elopidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Descrição
Espécie de escamas pequenas; corpo alongado e fusiforme; focinho pontudo; boca terminal e um pouco inclinada; nadadeira dorsal localizada no meio do corpo; nadadeira caudal furcada. Possui lixas, ao invés de dentes, nos maxilares superiores e inferiores. A coloração é prateada, sendo o dorso cinza azulado, e os flancos e o ventre amarelados; as nadadeiras são quase sempre amareladas. Alcança 1m de comprimento total e 4kg.

Ecologia
Espécie pelágica; normalmente é encontrada em baías e portos, podendo ocorrer na água salobra da foz de rios e até mesmo subir os rios a procura de alimento. Os jovens freqüentam as águas costeiras e os adultos preferem o mar aberto, onde formam cardumes e podem se reproduzir. Alimenta-se basicamente de pequenos peixes e crustáceos. Não tem muita importância comercial por causa dos espinhos, mas é muito apreciada pelos pescadores esportivos porque dá saltos espetaculares quando fisgada. Em alguns locais é usada como isca.

Equipamentos
Equipamento médio; linhas de 0,30 a 0,40. Recomenda-se o uso de líder.

Iscas
Naturais de sardinhas, manjubas e camarões pequenos. Dentre as artificiais, os plugs de meia água são mais eficientes, principalmente aqueles com 3 garatéias. Jigs e grubs também funcionam.

Dicas
Esse peixe luta muito quando fisgado com material leve e isca artificial de superfície. Morde a isca com rapidez e quando a fisgada é perdida outro peixe do cardume ataca em seguida. Devido a estrutura do corpo, com muitos espinhos, as ubaranas se mostram lutadoras acrobáticas; e as placas na boca dificultam a fisgada. Assim, a proporção de ferradas e perdas é grande, tornando esta espécie um desafio a qualquer pescador esportivo. É mais fácil de ser capturado durante as marés grandes das luas cheia e nova.

Recorde
2.725 kg/ 6 lb 0 oz

Tarpão



Nome Popular: Tarpão, Camurupim, Pirapema, Pema/Tarpon
Nome Científico: Megalops atlanticus
Família: Megalopidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte e Nordeste, onde são mais abundantes. Também encontrado no Sudeste.

Descrição
Peixe de escamas grandes; corpo alongado e comprimido; boca grande e um pouco inclinada. A mandíbula inferior sobressai para fora e para cima, os dentes são pequenos e finos e a borda do opérculo é uma placa óssea. A coloração é prateada, sendo o dorso cinza azulado, variando de claro a quase preto; os flancos e o ventre são claros. Nas águas escuras, pode ficar dourado ou marrom. Alcança mais de 2m de comprimento total e 150kg. É considerado por muitos como o peixe mais esportivo do mundo.

Ecologia
Peixe pelágico. Vive nas águas quentes, tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É uma espécie costeira que também pode ser encontrada em alto mar, principalmente nos períodos de reprodução, quando migra em grandes cardumes. Entra nos estuários e na água doce. Possui respiração aérea; a bexiga natatória auxilia na respiração, permitindo que suporte água salobra e doce estagnada e sem oxigênio. Tais águas estão livres de predadores e oferecem refúgio para os jovens. Alimenta-se de sardinhas, anchovas, tainhas, entre outros.

Equipamentos
Equipamento médio/pesado; linhas entre 20 e 30 lb.; anzóis reforçados de nº 4/0 a 8/0. Recomenda-se o uso de empates de aço.

Iscas
Iscas naturais, como sardinhas e paratis, e uma grande variedade de iscas artificiais, como plugs de meia água, jigs, shads e colheres.

Dicas
Logo após ser fisgado, salta várias vezes fora da água, requerendo muita atenção do pescador para não deixar a linha bambear. Ao retirar o anzol, muito cuidado com a borda do opérculo que corta como uma navalha. As épocas de captura são entre novembro e março em mar aberto e no restante do ano em mangues

Recorde
130. Kg/ 286 lb 9 oz

Tainha



Nome Popular: Tainha/Mullet
Nome Científico: Mugil brasiliensis / Mugil liza
Família: Mugilidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Paraná).

Descrição
Peixe de escamas. Mugilbrasiliensis é a maior tainha que ocorre no Brasil. O corpo é alongado e fusiforme; a cabeça um pouco deprimida; a boca pequena. As escamas são grandes e apresentam pequenas máculas escuras que formam listas longitudinais ao longo do corpo. Não possui linha lateral. A coloração é prata azulada nos flancos, sendo o dorso mais escuro. Os indivíduos maiores alcançam mais de 1m de comprimento total e cerca de 9kg. A Mugil liza é bem menor.

Ecologia
Espécie pelágica; vive nas proximidades dos costões rochosos e recifes, nas praias de areia e nos manguezais onde se alimenta de grandes quantidades de algas, e entra até mesmo em lagoas hiper salinas.. É uma espécie que forma grandes cardumes principalmente durante a migração reprodutiva, quando entra nos estuários. Alimenta-se de plâncton, pequenos organismos e material vegetal. Desova naágua doce. É comercializada fresca ou salgada.

Equipamentos
Equipamento de ação leve a média para os grandes peixes; vara simples ou com molinete/carretilha; os anzóis devem ser afiados, nº 14 a 20; as linhas de 8 a 14 lb.

Iscas
Miolo de pão e algas filamentosas enroladas no anzol. Não é fácil captura-las em anzol.

Dicas
Ao fisgar, trabalhe com a fricção bem solta, ou use varas de ação lenta, pois uma puxada mais forte pode rasgar a boca do peixe.

Recorde
1.45 kg/ 3 lb 3 oz para Mugil liza

Sargo-de-dentes



Nome Popular: Sargo-de-dentes/Sheepshead
Nome Científico: Archosargus probatocephalus
Família: Sparidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Descrição
Peixe de escamas; o corpo é ovalado e um pouco comprimido. A coloração é cinza esverdeado com 6-7 faixas verticais ao longo do corpo, começando na cabeça e terminando no pedúnculo caudal. As nadadeiras caudal e peitorais são amareladas. Alcança 90cm de comprimento total e 10kg. Existe uma outra espécie, conhecida como sargo-de-beiço, por causa dos lábios grossos.

Ecologia
Espécie costeira, vive em águas rasas com fundo de pedras ou corais, por onde nada em pequenos cardumes. Freqüenta as águas salobras dos estuários. Alimenta-se principalmente de crustáceos e moluscos. A carne é de excelente qualidade, mas como é um peixe difícil de capturar não é muito freqüente nos mercados. Por brigar muito quanto fisgado, é bastante apreciado pelos pescadores esportivos.

Equipamentos
Equipamento médio/médio pesado; linhas de 20 a 30 lb.; anzóis pequenos e resistentes. É importante o uso de líderes de 35 a 40 lb.

Iscas
Iscas naturais, como moluscos e camarões. Também pode ser pescado com jigs.

Dicas
Como é um peixe muito arisco, o silêncio e a calma são essenciais para uma pescaria bem sucedida. A isca deve ser mantida perto do fundo. A melhor época para a captura dessa espécie é do início do outono a meados do inverno.

Recorde
9,63 kg/21 lb 4 oz

Robalo


Nome Popular: Robalo/Snook
Nome Científico: Centropomus spp.
Família: Centropomidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição
Peixes de escamas. Das seis espécies de robalo encontradas no oceano Atlântico, quatro são capturadas no litoral do Brasil, destacando-se principalmente o robalo-flecha Centropomus undecimalis e o robalo-peva Centropomus paralellus. Ambas possuem o corpo alongado e comprimido e a mandíbula inferior saliente. O robalo-flecha é a maior espécie da família, alcançando 1,2m de comprimento total e 25kg. A coloração do dorso é acinzentada com reflexos esverdeados e o ventre é esbranquiçado. A linha lateral é uma listra longitudinal negra que se estende ao longo do corpo até o final da nadadeira caudal. O robalo-peva é menor, alcançando 50cm de comprimento e 5kg. Apresenta o dorso cinza esverdeado e os flancos prateados.

Ecologia
Espécies costeiras, ocorrem em manguezais, estuários e baías. São encontradas em águas salobras, podendo ser capturadas desde a barra dos rios até vários quilômetros acima da foz, principalmente na época de desova. Gostam de águas calmas, barrentas e sombreadas, e ficam próximos ao fundo. Alimentam-se de pequenos peixes e crustáceos, especialmente camarões e caranguejos. São muito apreciados como alimento, especialmente na região Sudeste, e, também pelos pescadores esportivos, porque proporcionam uma luta espetacular, principalmente os grandes exemplares.

Equipamentos
Equipamento médio/pesado; linhas de 14 a 25 lb., atadas a um arranque de linha mais grossa, com, no mínimo, dois metros, pois, depois de fisgado, o robalo procura proteção entre os galhos e locas.

Iscas
As melhores iscas são de camarão e peixinhos vivos, que podem ser arremessadas nas margens ou serem usadas na rodada, próximas ao fundo. As iscas artificiais como plugs, tanto de superfície quanto de meia água, jigs e shads também são bastante produtivas e devem ser trabalhadas junto aos troncos e galhadas nas margens.

Dicas
Sempre que sair para uma pescaria de robalo, consulte a tábua de marés (prefira a maré de quarto) e consiga informações sobre o local de pesca, presença de locas e galhadas. Os arremessos devem ser sempre na direção de galhos, raízes e pedras.

Recorde
24.32 kg/ 53 lb 10 oz para o robalo flecha Centropomus undecimalis
4.96 kg/ 10 lb 14 oz para o robalo peva Centropomus paralellus

Prejereba



Nome Popular: Prejereba/Tripletail
Nome Científico: Lobotes surinamensis
Família: Lobotidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição
Peixe de escamas; corpo alto e comprimido; cabeça pequena, e nadadeiras dorsal e anal alongadas e arredondadas, quase atingindo o final da nadadeira caudal. Esta característica dá o nome em inglês tripletail, ou seja, cauda tripla. A coloração é marrom, com reflexos brancos ou cinza esverdeado. Alcança cerca de 80cm de comprimento total e 20kg.

Ecologia
Freqüenta as regiões de mar aberto com fundo rochoso, baías, bocas de rios e manguezais. Uma característica peculiar é o hábito de acompanhar objetos a deriva e flutuar ao seu redor. Peixe carnívoro, alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e da fauna acompanhante dos objetos a deriva. Pode ser encontrado sozinho ou aos pares. A carne é saborosa, mas raramente é encontrado nos mercados. É uma espécie importante para a pesca esportiva porque briga muito, chegando a saltar fora d’água.

Equipamentos
Varas de ação média/pesada; linhas de 10 a 25 lb; e anzóis de nº 1/0 a 6/0, já que o peixe tem a boca pequena.

Iscas
Iscas naturais, como sardinha, e artificiais, como plugs de superfície, meia água e jigs trabalhados na superfície.

Dicas
Gosta de ficar debaixo da faixa de detritos flutuantes, exigindo aproximação silenciosa do pescador. Deve-se ter muito cuidado para a linha não arrebentar quando esbarra nas cracas ou vegetação flutuante. Cuidado com os espinhos da nadadeira dorsal e do opérculo, bastante afiados. É pescada de preferência no verão, durante o dia e a noite.

Recorde
19.2 kg/ 42 lb 5 oz

Pescada



Nome Popular: Pescada/Croaker
Nome Científico: Cynoscion sp.
Família: Sciaenidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição
Peixes de escamas. Na costa brasileira ocorrem mais de 30 espécies de pescada. Entre as características mais interessantes desse grupo está a capacidade de produzir sons por músculos associados à bexiga natatória. As espécies mais comuns são a pescada-amarela Cynoscionacoupa, que pode alcançar 1m e 30kg e tem a cor amarela, a pescada-olhuda Cynoscion striatus, de coloração prateada e olhos grandes, que alcança no máximo 50cm e a pescada-cambucu Cynoscion virescens.

Ecologia
Peixes demersais e pelágicos, formam cardumes nos poços e regiões profundas e se alimentam preferencialmente de crustáceos, como camarões, e de pequenos peixes. A pescada-amarela e a pescada-cambucu costumam entrar nos manguezais a procura de alimentos. A pescada-amarela é muito apreciada como alimento, sendo importante na pesca comercial.

Equipamentos
Equipamento do tipo médio/pesado para a pescada-amarela; linhas de 14 a 25 lb.; anzóis 2 a 3/0. Para a pescada-olhuda, o equipamento é leve; linhas 0,30 a 0,45; e, anzóis de n° 6 a 1/0. Deve-se usar chumbo de correr quando os peixes estão mais ao fundo, ou bóia quando estão na superfície.

Iscas
Quase exclusivamente com iscas naturais de camarão vivo e peixinhos como manjubas e moréias do manguezal. Iscas artificiais podem ser plugs de meia água e jigs.

Dicas
O uso de empates é obrigatório para as pescadas em geral, já que a maioria das espécies tem dentes afiados. Quando o local de pesca for mais profundo, as iscas artificiais devem ser trabalhadas junto ao fundo.

Recorde
17. Kg/ 37 lb 7 oz para a pescada amarela Cynoscion acoupa
13.6 kg/ 29 lb 15 oz para a pescada cambucu Cynoscion virensis

Peixe-galo



Nome Popular: Peixe-galo/Atlantic Moonfish e Lookdown
Nome Científico: Selene setapinnis e Selene vomer
Família: Carangidae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição
Peixe de escamas; corpo muito alto e muito comprimido; nadadeiras pélvicas muito pequenas; linha lateral com uma série de espinhos na porção posterior, antes do pedúnculo caudal. A coloração é prateada, sendo o dorso verde azulado, os flancos são mais claros e o ventre esbranquiçado. Apresenta uma pequena mancha ovalada preta na margem superior do opérculo e outra do mesmo tamanho na parte superior do pedúnculo caudal. Alcança 60cm de comprimento total e cerca de 4,5kg. Uma outra espécie bastante parecida, o Galo de Penacho (Selene vomer) também é muito comum em águas brasileiras. Neste, a região da “testa” é mais alta e angulada, e os raios moles da nadadeira dorsal e anal são bem alongados, passando da base da nadadeira caudal (característica essa que distingue facilmente as duas espécies). Um pouco menor, alcança em torno de 50cm e pouco mais de 2kg.

Ecologia
A duas espécies têm hábitos parecidos; são peixes preferencialmente de superfície, e encontrados até 50 m de profundidade. Podem formar cardumes; porém são mais comuns em pequenos grupos, ou mesmo pares, quando adultos. Os exemplares pequenos e médios são comuns em baías e estuários. Alimentam-se principalmente de peixes e crustáceos. A carne é de boa qualidade, mas não é comum nos mercados. A pesca esportiva é interessante quando praticada com material leve.

Equipamentos
Equipamento leve; linhas de 0,20 a 0,35; e, anzóis de n° 8 a 4.

Iscas
Iscas naturais como minhoca de praia, tatuíra, pedaços de camarão morto e sardinhas. Iscas artificiais como jigs branco e amarelo.

Dicas
Os tamanhos citados na descrição da espécies são dados oficiais, ou seja, advindos de exemplares capturados com fins científicos (devidamente pesados e medidos) e também de recordes homologados pela IGFA. Porém há notícias, na costa do estado do Paraná, por exemplo, de que não raramente são capturados exemplares entre cinco e sete quilos, sendo que no mercado já foi encontrado peixes de até 10kg. Portanto, a pesca dos peixes galo é uma ótima oportunidade para estabelecer um novo recorde mundial homologado pela IGFA.

Recorde
2,15 kg/4 lb 12 oz para o Galo de Penacho Selene vomer

Peixe-espada



Nome Popular: Peixe-espada/Cutlassfish atlantic
Nome Científico: Trichiurus lepturus
Família: Trichiuridae
Distribuição Geográfica: Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul (do Amapá ao Rio Grande do Sul).

Descrição
Possui o corpo muito comprido e comprimido; boca grande e pontuda com dentes caninos; olhos grandes; nadadeira dorsal muito longa; nadadeiras pélvicas e caudal ausentes; nadadeira anal formada por uma série de espinhos bem separados. Linha lateral bem abaixo da região mediana do corpo. A coloração é uniforme, prateada com reflexos azulados. Alcança 1,5m de comprimento total e 4kg.

Ecologia
Espécie costeira, encontrada em cardumes em águas costeiras com fundo de areia ou lama, que entra freqüentemente em estuários Alimenta-se principalmente de pequenos peixes. Os adultos se alimentam próximo à superfície durante o dia e migram para o fundo e para as regiões costeiras a noite. Já os juvenis e pequenos adultos formam cardumes a mais de 100m de profundidade durante o dia e sobem à superfície a noite para se alimentar. Peixe bastante esportivo. O valor comercial é baixo, embora a carne seja de boa qualidade e comum nos mercados.

Equipamentos
Equipamento médio, linhas de 10 a 20 lb., anzóis até o n° 5/0 e bóia luminosa nas pescarias noturnas.

Iscas
Iscas naturais, como pedaços de peixes, camarões e outros crustáceos, moluscos, e iscas artificiais, como plugs de meia água e jigs. Dependendo da situação, use empate de aço.

Dicas
Deve-se tomar cuidado ao manusear este peixe, pois a mordida pode causar sérios danos.

Recorde
3.68 kg/ 8 lb 1 oz
Postagens mais antigas → Página inicial