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Outras Tralhas

Independente da modalidade, a segurança faz com que busquemos outros equipamentos necessários à pesca, abaixo listamos alguns itens indispensáveis para uma pescaria segura e eficaz:
ALICATES PEGA PEIXE:
Serve para auxiliar na imobilização e descanso antes de soltar o peixe. Os modelos tipo boga são mais eficientes e não machucam na hora de segurar e fazer a soltura.
ALICATES DE BICO:
Utilizado para retirar anzóis da boca dos peixes, bem como, auxiliar ao conserto de equipamentos, confecção de empates, aperto de nós, troca de argolas, etc.
ALICATES DE CORTE:
Se necessário para cortar  anzóis e outros petrechos durante a pescaria. Em caso de emergência caso o anzol o perfure, é uma ferramenta poderosa para cortar as farpas para a remoção.
CORTADOR DE LINHAS:
Além do cortador, tesourinhas também podem ser utilizadas para cortar linhas (especialmente as de multifilamento), barbelas de nó, e itens de uso geral.
PASSAGUÁ:
Rede em forma de coador que auxilia no recolhimento, amenizando o desgaste ao embarcar e imobilizando o peixe de forma que ele não se debata e se canse.
Desenroscador
DESENROSCADOR DE ISCAS:
Necessário para a recuperação de iscas que enroscam em obstáculos além do alcance das mãos como galhadas e enroscos no fundo do lago. Existem modelos que utilizam a linha como guia para o processo de retirada.
ÓCULOS POLARIZADOS:
Proteção obrigatória para os olhos evitando acidentes com iscas além de permitir enxergar o que normalmente não vemos na “sub-superfície”.

Varas de Fly

A vara para pesca de fly é a peça mais importante do equipamento para o pescador desta modalidade. A variedade de modelos de varas de fly é muito grande e isto pode dificultar a escolha da mesma (mesmo para pescadores experientes).
O pescador de fly experiente não é aquele que captura o maior número de exemplares e sim aquele que domina as técnicas da modalidade e interage com a natureza e o meio ambiente a sua volta. As capturas serão um complemento desta comunhão entre o homem, a natureza e as técnicas de pesca. Assim, a escolha do equipamento apropriado faz esta experiência ser muito gratificante.
A linha de varas para fly Alltmor S, da Daiwa, oferece uma performance de arremesso versátil e precisa. Com isto, as varas são capazes de se adaptarem à vários tipos de locais e a diversas situações de pesca. Isto porque um rio de correnteza também pode ter regiões planas de águas rasas, corredeiras rápidas e estreitas e poços profundos.
Projetada com técnicas tradicionais, aliadas ao moderno sistema de conicidade progressiva, as varas Alltmor S tem seu desempenho de ação direto e firme. Isto dá ao pescador de Fly a liberdade para a fácil execução de uma série de arremessos diferentes.
O projeto inovador, utilizando o conceito de espessura proporcional ao diâmetro (conexidades progressiva), combinado com a utilização de material de alta qualidade e tecnologia, fazem as varas Alltmor S serem extremamente leves, resistentes e precisas. Isto também se deve ao fato de serem utilizados em sua fabricação compostos de carbono de alta qualidade, que proporcionam ação balanceada com respostas rápidas em curtas distâncias, além da facilidade de manuseio da linha em longas distâncias.
A linha de varas Alltmor S Daiwa é fabricada na Escócia.
CARACTERÍSTICAS:
  • As empunhaduras e suportes das carretilhas (Reel Seat) foram projetadas utilizando-se componentes de alta qualidade.
  • Utilização de material de excelente qualidade na fabricação da haste da vara (Blank), que é o carbono HVF, com a espessura variando proporcionalmente ao diâmetro. Isto faz com que a vara tenha uma excelente performance de ação.
  • Sistema de junção Superflex®, que proporciona maior segurança nas emendas, possibilitando que a flexibilidade da vara não sofra alterações durante os arremessos e o trabalho de captura.
  • Todos os modelos possuem prendedor para anzóis (Hook Keeper)
  • Nos modelos#2, #2/3, #3 e #4 as carretilhas são fixadas à vara, utilizando-se anéis de fixação diretamente na empunhadura de cortiça.
  • Nos modelos #5, #6, #7 e #8 utiliza-se suporte (Reel Seat), em madeira de lei com componentes em Alumínio especial polido.
  • Os modelos #5, #6, #7 e #8 possuem um prolongador em cortiça (Fighting Butt), com 12 gramas, fixado na à ponta da empunhadura, que serve para apoiar a vara no corpo, para tornar a luta com grandes exemplares mais confortável, além de distanciar a carretilha do solo. Estas peças podem ser substituídas por peças com acabamento em borracha com 9 gramas que acompanham as varas.
    ESPECIFICAÇÕES
    ModeloComprimento (m/pés)SeçõesPeso (g)ø menor (mm)ø maior (mm)% carbonoLinha
    Long Tippet Leader Special
    F822LL2,49 / 8’2″2451,304,8096#2
    F844LL2,54 / 8’4″2521,405,2096#4
    F933-3LL2,82 / 9’3″3521,206,6097#3 ~ #4
    F843-4LL2,54 / 8’4″4501,305,0095#3
    Accurate casting Special
    F8852,64 / 8’8″2901,507,8096#5
    F9162,77 / 9’1″21031,708,9096#6
    Long Distance Special
    F9272,79 / 9’2″21051,709,1096#7
    F9782,92 / 9’7″21061,8010,7096#8

Varas

Artigo utilizado para auxiliar o arremesso de iscas, bem como o trabalho com um peixe fisgado, podendo ser natural como o bambú ou industrializado em fibras (fibras de vidro, boron, epóxi, carbono, etc), ou até mesmo a combinação destes, com o objetivo de melhorar a sua performance. O importante é que estas matérias e seus compostos vão dar origem a varas de ação mais leve ou mais pesada, que poderão ser mais, ou menos flexíveis.
CARACTERÍSTICAS
Resistência:
A resistência de um caniço é medida internacionalmente em libras. Estas resistência é uma forma utilizada para medir e expressar a dureza de uma determinada ação.
Ação:
Indica o ponto em que a vara começa a vergar sob uma dada força. Desta forma podemos definir se o equipamento é de ação rápida, moderada ou lenta. Assim sendo caniços com a mesma resistência podem ter diferentes ações.
Poder ou força:
Essa referência determina a capacidade de forçada linha em que as varas suportam trabalhar os pesos de arremessos.
Capacidade de peso e resistência de linhas:
Essa referência determina a capacidade mínima e máxima da linha com que pode trabalhar. A mínima especifica qual a linha mais fraca que pode ser utilizada sem o risco de quebrar a vara. Por exemplo, em varas médias (médium), para linhas de 10 a 14 libras, não se deve colocar na carretilha ou molinete linhas abaixo de 10 libras (4,05kg). Isso corresponde aproximadamente às linhas de 0,30mm a 0,35mm.
As variações entre as medidas dos diâmetros (em frações de milímetros) e a libragem (em libras) se devem a produtos com a mesma espessura, mas resistências diferentes. Linhas mais resistentes que o máximo indicado na vara podem partir caso um peixe grande for fisgado. Para efeito de cálculos, uma libra (1libra) = 453,59 gramas. Para o exemplo acima, multiplica-se 14lbs x 0,45359kg = 6,3kg.
ESCOLHA
Os fabricantes usam hoje diferentes matérias-primas para fazer varas. As ligas de carbono permitem que elas sejam cada vez mais leves e resistentes.
Todas as pesquisas para chegar a esses resultados são feitas para oferecer mais comodidade e menos esforço aos consumidores. Aqueles que pescam dias inteiros com equipamentos mais leves, percebem isto. Entretanto, além de proporcionar leveza, eles precisam garantir resistência para resistir às lutas com grandes peixes.
Depois das conhecidas varas de bambu, muitas vezes preparadas pelos próprios pescadores, surgiram as de fibra de vidro maciças, que oferecem resistência, mas não muita sensibilidade, além de serem pesadas. Em seguida, elas passaram a ser feitas ocas e, também, essa matéria-prima foi primeiro misturado a poliéster e, depois, ao carbono.
As mais modernas têm, na composição, tipos de carbono de alta tecnologia, denominados IM6, IM7, IM8, HM, etc. Os blanks são os corpos das varas e a maioria têm processo de fabricação extremamente técnicos e de precisão.
Melhor opção
Com certeza, as varas são dos mais importantes componentes do equipamento e, combinados com linhas corretas, reduzem riscos de praticar o esporte. Quem já não passou pela difícil situação de encarar uma variedade de varas, de todos os tamanhos, libragens e materiais e, principalmente a variedade de preços em uma loja? Em geral, quanto mais caras, mais podem oferecer.
A leveza, o conforto e a resistência estão entre as principais vantagens. Entretanto, é incorreto acreditar que as baratas e comuns não oferecem bons resultados. Para quem usa iscas artificiais, porém, quanto mais leve for o conjunto, menos cansa. Como exemplo, em um só dia de pesca, pode-se arremessar mais de 600 vezes. Imagine isso com os pesados molinetes ou carretilhas, vara maciça e cabo de madeira?
O primeiro item a escolher no planejamento é a vara. Logo em seguida, vem a opção de linha (que tem de ser compatível). No passo seguinte, observe que, no ponto das varas próximo ao cabo onde se prende a carretilha ou molinete, marcações determinando a linha ideal. Caso a vara seja, por exemplo, uma que comporte linha de 12 a 20 libras, indica-se uma linha de 17 libras (7,7kg), com diâmetro aproximadamente 0,28mm.
Essa escolha dá maiores garantias de não forçar a vara. Nesse caso, a opção pode recair sobre uma linha de 20 libras, porém, no caso da linha de 17 libras, a vara abaixo do seu limite. Ao escolher uma linha com resistência menor do que a da vara, os perigos de quebrar recaem na linha, produto mais barato.
PARTES DA VARA
As varas são formadas pelos cabos (grips ou handles) e pelos corpos (blanks), os tubos principais. Os americanos denominam a ponta mais grossa dos blanks, os pés, de butt (traseiro) e outra extremidade do blank de tip (ponta). Os demais componentes chamam-se passadores ou guias (guide) e ponteiras (tip top).
Cabos:
Cada um dos diferentes tipos existentes foi desenvolvido para pescarias diferentes ou acessórios agregados:
  • Ultraleves (ultralights): são utilizados em varas da mesma categoria. Têm como principal características que o molinete se encaixa diretamente na cortiça através de dois deslizantes (sliding rings). Comprimento entre 8″ e 10″.
  • Pistola (pistol grip): normalmente podem ser empunhados por uma só mão, sendo mais utilizados com iscas artificiais. Sua utilidade é muito relativa e seu peso maior que os outros tipos de comprimentos maiores. Não permitem bom balanceamento da vara e ergonomicamente não é funcional. As indústrias de varas o estão desatualizando gradativamente.
Retos (tigger): Variam de comprimento entre 7″e 15″ e os melhores são anatomicamente preparados. Atualmente são os tipos mais utilizados pelas indústrias, em dimensões e materiais variados. Dividem-se em leves e médios (light e medium), para carretilhas e molinetes com comprimentos que variam de 6″ a 8″.
Pitching: Entre 8″ e 10″ servem para varas de molinetes acima de 6,5 pés.
Steelhead: Acima de 13″, para molinetes ou carretilhas em varas acima de 7 pés.
Flipping: Entre 9″ e 11″, para carretilhas em varas de 6,5 pés.
Musky: Acima de 10″, longo e cilíndrico, para carretilhas, em varas de 6,5 pés e 25 libras.
Comprimento:
Como o nome já explica, é a medida do cabo à ponteira. Essa classificação tem relação direta com as distâncias em que se pretende lançar iscas.
De forma geral, quanto mais compridas forem, mais longe se pode arremessar. Porém, fatores como ações das varas, pesos das iscas a arremessar, espessura das linhas e qualidade das carretilhas e molinetes, entre outros, podem criar pequenas contradições em relação a essa característica.
Em geral, elas têm os comprimentos especificados em pés e polegadas (não em metros). Essas medidas registradas nos blanks.
Pesos de arremesso:
As varas possuem limites mínimos e máximos quanto aos pesos de iscas que suportam ou arremessam. Com iscas mais leves que as indicadas fica difícil lançar. No caso de mais pesadas, a vara pode partir no arremesso.
Os valores referentes a pesos de arremesso, vêm expressos em onça (Oz). Cada onça equivale a 28,35 gramas.
Você pode entender pelo exemplo em que a indicação diz lure (isca em inglês) 1/8 onça – 3/8 onça. Isso significa que essa vara arremessa iscas de um oitavo de onça a três oitavos de onça, ou seja, 3,54 gramas a 10,63 gramas.
CLASSIFICAÇÕES
As varas foram classificadas quanto aos comprimentos, pesos de arremesso, poder ou força, capacidade de peso e resistência das linhas e ações. Em seguida veremos ações:
Ultra lights (UL) ultraleves:
Comportam linhas de até 6lbs (2,7kg) e iscas de até 6g (1/32 a 3/16 onças). Excelente para pesca de lambaris, pequenas tilápias, trutas, escrivões, manjubas, saicangas e peixes de pequeno porte.
Lights (L) leves:
Devem ser usadas com linhas de 6lbs (2,7kg) até 12lbs (5,4kg) e iscas de 4g a 11g (1/4 a 3/4 onça). Excelente para pesca de peixes como tilápias, matrinchãs, tabaranas, robaletes, pequeno black bass e betaras.
Médium (M) médias:
Para linhas de 10lbs (4,5kg) a 14lbs (6,4kg) e iscas de 7g a 21g (1/4 a 7/4 onças). Excelente para peixes do porte como robalos, black bass, traíras, sargos, piraputangas, carpas, pequenos tucunarés e pacus.
Heavy (H) pesadas:
Voltadas a linhas de 16lbs (7,2kg) a 30lbs (13,6kg) e iscas de 11g a 28g (3/8 a 1 onça). Excelentes varas para pesca de peixes com o porte de jaús, pirararas, meros, badejos, grandes garoupas, grandes pintados, dourados do mar, pirarucus e cações.
Musky:
O nome de um peixe barra pesada dos EUA, que são peixes ultra pesados. Especiais para linhas acima de 35lbs (15,9kg) e iscas de 40g a 300g. Excelente para peixes do tipo como atuns, piraibas, grandes jaús e meros.
AÇÃO LENTA
Vara Lenta
AÇÃO MODERADA
Vara Moderada
AÇÃO RÁPIDA
Vara Rápida
Obs.: Referências utilizadas como exemplo, podendo existir outras por projeto de cada fabricante.
TIPOS DE VARAS:
Os caniços industrializados dividem-se em caniços para arremesso ou não, a saber:
  • Caniços sem passadores que viram substituir as varas de bambu na pesca de barranco, também conhecidas como vara de lambari.
  • Varas de lançamento para carretilhas ou molinetes, estas podem ser interline (aquelas que a linha passa por dentro de si, não requerendo passadores, podendo ser para molinetes ou carretilhas), ou com passadores, estas diferem entre si na distribuição, quantidade e tamanho de seus passadores.

Assim sendo concluímos que não podemos utilizar com sucesso um molinete em vara de carretilhas e vice-versa.
APLICAÇÃO:
Os caniços de maneira geral diferem entre si quanto ao tipo de pesca:
  • Surfcast: Vara para pesca de paris, seu comprimento põe superar 4,50m, tendo como referência principal sua capacidade de arremesso ou casting weight.
  • Spinning: Varas específicas para utilização com molinetes normalmente de pequeno porte (até 7 pés + -2,10m), largamente à pesca embarcada.
  • Baitcast: Vara construída para ser usada com carretilhas e aplicada para pesca de lançamento com iscas artificiais.
  • Trolling: Equipamento desenvolvido para pesca de corrico. São varas curtas e de grande resistência, dependendo da categoria de pesca possui roldanas no lugar de passadores.
  • Fly: Caniço utilizado para o arremesso de sua linha que é específica, pois as iscas desta modalidade não possuem peso para serem arremessadas como em outros estilos. Assim sendo a linha é que transporta a isca até o local desejado.
Obs.: Todo caniço de boa qualidade tem especificado suas características técnicas como: comprimento, ação, casting e linha adequada a sua resistência. Assim sendo, em cada categoria de pesca, teremos emoção se o equipamento for adequado a ela. Categoria de pesca: micro lite, lite, medium, heavy, etc.

Molinetes

As características do molinete fazem dele o equipamento ideal para os iniciantes. São fáceis de manejar, fáceis de arremessar e não formam “cabeleira” – linha solta e embolada no carretel. Seu melhor desempenho é em pescarias leves (peixes menores), embora existam modelos, como o “extra-pesado”, que suportam linha acima de 25 libras, usadas para peixes maiores. Eles também são indicados para pescarias em dias de muito vento, pois, nessas condições, garantem maior precisão aos arremessos.
Spincast
Equipamentos de mecanismo extremamente simples, muito leves (molinete tipo ultraleve), unidas à praticidade da carretilha de baitcast. Seu sistema de liberação da linha é totalmente interno, dispensando a abertura manual como nos molinetes comuns.
Dotado de sistema exclusivo, proporciona instantânea liberação da linha e o desarme ocorre exatamente no momento do arremesso, dispensando qualquer preparativo.
Utiliza-se o equipamento em dias em que os peixes estão um tanto seletivos quanto ao tamanho das iscas. O spincasta arremessa com precisão iscas diminutas a uma distância consideravelmente longa. Para pescar trutas, tilápias, apaiaris e outros peixes com preferência por iscas de menor tamanho, é insubstituível, graças à versatilidade no emprego de iscas hiperleves.
DICAS
Sistema de recolhimento e desarme:
Quando armado, o pino de recolhimento fica totalmente visível, girando a uma distância de centésimos de milímetros da abertura frontal e traciona a linha, que passa por sobre o rotor.
No momento da liberação, o pino é recolhido rapidamente ao interior do rotor e torna livre a passagem da linha.
Como arremessar:
Com movimento contínuo, leve a vara para trás e impulsione-a vigorosamente à frente, pois estará usando iscas muito leves.
Quando a vara atingir a posição de 11 horas, pressione e solte rapidamente a tecla de liberação. Nesse momento, mantenha a ponta da vara na direção da isca, acompanhando todo seu trajeto.
Na ocasião em que julgar necessário interromper a saída de linha para encurtar a distância ou controlar o arremesso, pressione novamente a tecla até sentir que atingiu todo o curso, fazendo com que o rotor toque levemente a cobertura frontal e impeça a continuidade de saída de linha.
Equipamento indicado:
Varas: utilize varas de 1,68m de comprimento, de ação leve e média leve.
Linhas: use linhas entre quatro e oito libras de resistência, com baixo coeficiente de memória.
Shock Leader: use 40cm de náilon rígido com resistência de mais ou menos o dobro da linha.
Iscas artificiais: use Plugs (como os de Barbela – Shallow e Deep Runner), Spinners, Spingrub, Grubs e Micro-jigs, Spin-n-glo e iscas naturais.
Cuidados especiais:
Pelo spincasta ser dotado de mecanismo de precisão, deve-se tomar cuidado para não amassar a cobertura frontal, ocasionado por quedas e outros.
CLASSIFICAÇÃO
Conforme sua ação, os molinetes podem ser classificados conforme a tabela abaixo:
TIPO E ABREVIAÇÃOLINHA
Ultra-leve – “UL”, de “ultralight”linhas de 0.14 a 0.18 mm (3 a 5 lb)
Leve – “L”, de “light”linhas de 0.18 a 0.28 mm (5 a 12 lb)
Médio – “M”, de “medium”linhas de 0.28 a 0.37 mm (12 a 20 lb)
Pesado – “H”, de “heavy”linhas acima de 0.37 mm (20 lb)
Extra-pesado – “XH”, de “extra heavy”acima de 25 libras
COMPONENTES
Gear ratio:
A expressão em inglês “Gear ratio ” indica a relação de recolhimento. Exemplo: Gear 5:1 – indica que para cada volta da manivela são das 5 voltas em torno do carretel. Esta relação é muito importante quando se pesca com iscas artificiais.
Rolamentos:
A expressão em inglês “Ball bearing ” indica ser uma carretilha com rolamentos. Quanto mais rolamentos, melhor o molinete.
Carretéis:
Supondo-se que diferentes molinetes da mesma categoria, de tamanhos equivalentes, estejam adequadamente abastecidos com linha de igual espessura, os melhores arremessos serão feitos com aqueles dotados de carretel mais largo, entendendo-se como largura a distância entre os flanges (rebordos do carretel). Um carretel largo e raso solta melhor a linha do que um carretel estreito e fundo.
 
Dois carretéis com o mesmo diâmetro e a mesma capacidade de linha: à esquerda, carretel comum e fundo; à direita, carretel raso e bem largo. O carretel largo arremessa melhor porque facilita a saída da linha, cujo bobinado tem menor profundidade, e a interferência da flange é menor. Além disto, o pode-se fazer um bobinado levemente cônico, para melhorar ainda mais a saída de linha.
DICAS
Colocando a linha:
A colocação de linha em um molinete requer um pouco de cuidado para não o fazermos com a linha torcida. Se nas primeiras voltas você reparar que a linha está torcendo, corrija virando o carretel e voltando a abastecer.
Caso se disponha de carretéis sobressalentes, recomenda-se abastecê-los com linhas de espessuras diferentes, aumentando os recursos do equipamento. Mas, em qualquer caso, o mais importante é que o carretel esteja carregado corretamente, cheio mas sem excessos, até o limite adequado, possibilitando uma boa saída de linha.
Linha demais resultará em “cabeleira”, ao passo que linha de menos impedirá bons arremessos por causa do excessivo atrito contra o flange do carretel. O limite máximo aceitável é onde começa a curvatura da borda da flange, onde a linha se acomoda sem escorregar e sem se afrouxar. Passando deste ponto, a linha escorregará e não se assentará porque estará sobre a borda do flange.
Bobina com quantidade insuficiente de linha.
Bobina apropriadamente carregada e cheia.Bobina com excesso de linha.
Regulando a fricção:
Um aspecto bastante importante é a regulagem da fricção, que deve ser feita a ¼ de resistência da linha usada ou da vara, quando esta for de resistência menor que a linha. Exemplo: se você abasteceu o seu molinete com linha de 12 libras de resistência, o seu ajuste deverá ser de 3 libras.

Para executar esse ajuste, monte seu conjunto vara, molinete e a linha passada, coloque uma balança na ponta da linha e aplique pressão na vara. Ela deverá acusar as 3 libras quando começar a soltar linha e, caso a marcação seja inferior, girar o botão de regulagem de forma a apertar mais a fricção até atingir as 3 libras.
Caso marque a maior, girar o botão de regulagem de forma a soltar mais fricção para atingir as 3 libras desejadas. Para conversão de libras em quilos multiplique o valor em libras por 0,4536.
Arremessando com seu molinete:
Para executar o arremesso é necessário prender a linha junto à vara de pesca, usando o dedo indicador. A seguir, levante o pick-up e proceda ao arremesso. Após concluí-lo, vire a manivela para ativar o pick-up. O carretel deve estar o mais distante da base e a linha deve estar em posição perpendicular ao carretel (ângulo de 90º) para que o arremesso atinja maiores distâncias.
Recolhendo a linha:
Ao recolher a linha, o movimento da manivela deve ser feito com pressão de fora para dentro, a fim de não forçar e deslocar a união coroa x pinhão. Evite o manuseio excessivo do libertador do anti-recuo. Além disto, a borboleta de freio é uma peça de fácil recepção à água salgada, quando de mãos molhadas a ativamos para os lançamentos da linha.
Freando a isca no ar:
No molinete, utiliza-se o dedo que segura a linha antes de abrir o arco para o lançamento, mantendo-o próximo do carretel da mesma forma que na carretilha, ou seja, sentindo a saída da linha e pressionando o carretel levemente para controlar a liberação desta. Aperte mais se sentir que vai passar o ponto desejado ou libere no caso contrário. Um dificuldade maior terá o pescador com mãos pequenas, pois não alcançará o carretel em alguns molinetes.
Cuidados de manutenção:
Alguns cuidados de manutenção são importantes para o bom funcionamento do seu molinete. Após usá-lo, trave a fricção e lave-o em água corrente usando uma escova macia, com atenção para o guia fio e manivela, locais onde pode acumular sujeira como barro ou areia. Após secá-lo, lubrifique-o com uma gota de óleo tipo “Singer”.
Alguns pontos devem receber um pouco de graxa de consistência fina. A lubrificação externa do molinete merece um cuidado especial e só deve ser feita sem o carretel, para evitar o contato do óleo com o nylon. Lubrifique parafusos, controlador de anti-recuo, engrenagens de freio, guarda-linha, manivelas e evite graxas nas áreas externas para dificultar a aderência de areia ou outras partículas.
Não use excessivamente óleos e graxas para evitar vazamentos. Após um pescaria em água salgada, molhe levemente um pano com silicone, arremesse em seco e recolha a linha passando-a dentro do pano com silicone, isso evitará o ressecamento do nylon.
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